segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Saudades

No começo, vinha todo dia. Forte, apertando, machucando, quase dilacerando. Bem mais tarde, diminuiu. Era só uma dorzinha. Acreditem ou não, falta do bom doi tanto quanto a presença do ruim. E vocês eram a melhor combinação de todas: a presença boa.

Hoje não sei explicar. Ainda amo, ainda quero vocês aqui. Mas a gente cansa. Ficou chato correr atrás de Beu - e tenho certeza que digo isso não só em meu nome. Se doía? Ô, quase de matar. Em mim, na minha mãe, nas outras. Mas fui crescendo e parando de olhar pro que me faltava, começando a tentar manter o que tinha e amar tudo isto. Tinha as notícias pelas redes sociais e para cada, uma comemoração em casa: "Mãe, Beu tá trabalhado!", "Mãe, Beu vai ser tia!" e a mais comemorada (acho que vi uma lagriminha nos olhos de mamis), "Mãe, Beu tá na faculdade!". Deste modo sentimos participar, mesmo que indiretamente.

Uma das melhores coisas que vi ao meu redor: a amizade de Klô. Um esforço gigantesco, o que fizemos para manter o mesmo amor, a mesma cumplicidade, a mesma vontade de estar perto. Conversas e mais conversas no msn, não é, dona Klô? Só que msn é muito ruim pra quem estava acostumado a se ver todo dia, então começamos a trocar e-mails gigantes para contar as novidades. Também não deu certo, desta vez por minha causa, devo confessar. Essa coisa de e-mail é menos a minha praia do que eu poderia imaginar! Foi então que começou o sacrifício da parte dela: foi na faculdade fazer inscrição de disciplinas comigo, me visitava quando ainda estava no Barreto, fez a doideira de vir me visitar no Recreio três vezes. Passeios em Botafogo (mas aquilo lá foi sacrifício?). Viram meu post emocionado sobre nós duas no show do Paul McCartney? Não aconteceria se ela não tivesse me emprestado o dinheiro do ingresso, tirado de suas economias. Nesta situação econômica péssima em que estamos em casa, faz quase um ano e ainda não pagamos. E ela, esperando.

Egoísta como sempre fui, com alguma dificuldade também comecei a fazer concessões. Casa de Emily para um churrasco da "turma" que tinha mais ou menos umas dez pessoas da turma e só nós duas do grupo. São Gonçalo é longe do Recreio, apreciem o esforço! Depois, a segunda e mais especial: fui na UERJ fazer com ela sua pré-matrícula, coisa que a gente esperava há tanto tempo. Tenho orgulho de poder dizer que foi ideia minha, mesmo com o deslocamento. Eu queria estar lá quando ela saísse daquele prédio como universitária, assim como ela esteve comigo quando me tornei oficialmente uma caloura de Psicologia. Por fim, a mais divertida e inesperada: dormi na casa dela, o que nunca pensei que faria depois da minha mudança.

Não, esta passagem toda não foi um mimimi para mostrar o quanto somos amigas melhores que as outras e que nos amamos mais e temos mais interesse em manter contato. Acredito mais que tenha sido uma consciência mútua de que saudade é uma coisa que doi, mas fundamental para manter o vínculo. Somos amigas enquanto sentimos saudades, é passar por isto que nos faz querer voltar a estar lado a lado.

Voltando para as outras lindas. Allyne, minha Allyne. Sempre louca. Do nada, a gente ouve dizer que está estudando em Pernambuco! Mas com Allyne é diferente. Ela vem atrás no msn, já até me ligou de lá! Não sei quanto a vocês, mas tenho a sensação de que posso só voltar a vê-la daqui a quatro anos, que continuará sendo a mesma coisa! Sabemos que ela tem uma...hum..."rigidez cognitiva" (teimosa!) muito grande, mas esta constância se provou uma boa coisa para a nossa amizade. Se Allyne gosta de você hoje, vai gostar daqui a cinco anos. 

Dade, nossa princesinha. Não sei nem o que dizer. A gente vai atrás dizendo "Saudades!" e ela volta com um "Eu te amo". Mesmo com seus horários loucos, sei que no momento em que marcarmos algo certo, ela vai aparecer. Tem uma coisa nossa da qual você nem deve se lembrar, mas que me dá muito orgulho. Quando você estava tentando bolsa na faculdade, vinha me contar disto e eu lhe dava força e desejava sorte. Depois começou a estudar, estava um pouco assustada com aquele mundo novo e suas pessoas diversas, e veio falar comigo novamente. Não sei se ajudei ou não, mas foi muito importante para mim sentir sua confiança para contar sobre coisas que a afligiam tanto mesmo sem nos vermos há anos.

Tatá, meu pai do céu que não existe (contei que me assumi atéia? Ih...), quantas saudades! Não vou falar nada sobre a vida que eu acredito que ela esteja levando porque não tenho nada a ver com isso e ela nada me disse, então tudo o que posso dizer é que Klô ligou para ela quando estava aqui em casa e ela era a mesma de sempre. Gritalhona, receptiva, carinhosa, um amor. Creem que fiquei tímida ao falar com ela? Não sabia nem o que abordar. Mas ela estava ali, era tudo o que me importava. E eu a amo.

Comecei falando sobre e sentindo saudades, mas escrevendo tudo isto senti-as próximas como não sentia há muito tempo! Talvez porque pela primeira vez falei sobre o que temos agora, não sobre como era lindo e maravilhoso, mas acabou. A parte ruim de termos feito questão de viver tão intensamente nossa infância foi não termos em comum agora nenhuma atividade "de adulto" que nos ligue, entretanto o fato de a convivência com vocês fazer parte tão fortemente do que sou agora faz tudo valer a pena. Mesmo que dentro deste "tudo" esteja essa saudade que hoje aproximou, mas faz doer.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quem é vivo sempre aparece... :)

Bom, é a primeira vez que eu venho aqui. Menina relapsa, não?! :P

Não sei o que falar, não sei o que escrever. Pode ser que saia um post super idiota, mas eu vou falar o que eu estou sentindo.

Sinto saudades das gargalhadas de Thayanne, das caras de Klô, dos socos de Carol , dos foras 'amigáveis' de Allyne e tantas outras coisas que me mostram o quanto eu era feliz.

Não gosto de ficar relembrando o passado, hoje eu percebo isso. Mas quero que vocês saibam somente uma coisa: Com vocês eu vivi os melhores anos de minha vida. Obrigada!

"A amizade é uma corrente que jamais se romperá."

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Os nossos meninos


O Ei,Psiu! é um grupo essencialmente de meninas, mas alguns meninos fazem parte de nossa história. Eles nunca foram exatamente integrantes,pois recebiam títulos especiais.

Peterson é nosso mascote. Começou a andar conosco há uns três ou quatro anos, quando quis melhorar seu comportamento e suas notas. Nos afeiçoamos a ele tão rapidamente! Parecia que ele sempre esteve lá, o que não é verdade. Antes de andar com o grupo, mal nos falávamos. Realmente, não sabemos muito bem como ele veio parar no grupo...o importante é que chegou aqui. Ele deseja fazer faculdade de Medicina, e apesar de todas sabermos do quanto é difícil realizar este sonho,também sabemos que ele o conseguirá.

Paulo é nosso agregado. Está conosco há três anos, e NUNCA o imaginaríamos no grupo. NUNCA mesmo! O menino era um bagunceiro quando chegou à escola,sempre junto de quem estava distante de nós. Sentou no nosso canto pela primeira vez em uma aula de Biologia, no 1º ano. Fez piadinhas horrorosas, e acabou se deparando com o sarcasmo e até mesmo a indiferença que damos ao que consideramos idiota. Não se sabe por que, parece que isso o fez acordar. Nunca mais saiu! Estamos extremamente orgulhosas do nosso ex-bagunceiro que está fazendo faculdade de Análise de Sistemas...

Horiatan é um caso raro: agregado momentâneo muito amado. Começou como amigo de Klô, fazendo parte de um trio que incluía Alinezinha. Após isso, por algum motivo que o destino nunca explicará, virou melhor amigo de Carol e Beu (elas eram loucas por ele,é sério). Por fim, fez um curso com Allyne, e criaram uma certa amizade, não muito profunda. Ele era o que estava lá, mas não estava. Ou seja: era amado pelo grupo, mas estava longe de ser um dos nossos. Teve um papel muito importante na socialização de Carol...foi seu primeiro amigo menino, fazendo com que ela aceitasse outros. Está fazendo Biblioteconomia na UFF.

Thiago é nosso queridofofoamadoadmirado amigo, um pouco agregado. Antes de 2008, o detestávamos com todas as nossas forças. Somente no último ano, percebemos a maravilhosa pessoa escondida naquela cara de anta (sim, foi um elogio). O menino é muito companheiro, sua lealdade a seus amigos e princípios chega a ser impressionante. Thiago cuida daqueles que são importantes para ele, e não ouse nunca machucar essas pessoas...ele pode ser maravilhoso, mas é muito vingativo. Ou seja, ame-ou ou corra muito! Continua com seu estúdio de tatuagens (sinistro).

Aqui,lá ou em qualquer lugar...sempre serão nossos meninos :)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fim?Nem tanto...

Quando acaba,não há muito o que dizer,mas ao menos desta vez há o que mostrar:

Ontem,hoje,amanhã...3001,a festa será sempre nossa!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Brincadeira tem nome: Ei,Psiu!!

Ahhh... como era (e é?) bom correr pelos mínimos corredores do Nilo Peçanha!!!!

Houveram tantas brincadeiras sem noção, engraçadas e que todo mundo gostava!! A maioria já existia e foi reformulada... ahahaha

Detetive na cidade,Qual é a música, Mímica...

É interessante como nós conseguimos fazer tanta zueira com uma brincadeira e ainda dá tudo certo,sem nenhuma briga!!!! Caramba!!!!
Já viram alguma brincadeira não dar briga?!? As nossas! Sempre foram improvisadamente organizadas e nunca tinha briga... Desde a 5ª até o 3º ano assim,não é pra qualquer um não!!!

Quando brincávamos de "Detetive na cidade" e ficávamos correndo como malucas,pra lá e pra cá, todo mundo nos chamava de crianças!!! E nem ligávamos... A gente até que gostava!!!
Quando bricávamos de "Qual é a música?", era tão legal!!!! Aqueles enígmas tão engraçados!!! Saía cada coisa!!! E eu nunca sabia ligar uma coisa à outra HAHAHA.
E "Mímíca"?!?! Aquele "Matrix" de Dade... "O Canguru Jack"... E o melhor: "O Senhor dos Anéis" de Beu!!!!!!! Cara,o que foi aquilo?!?!?! Muito divertido!!
Sem falar no "Belo" que Beu falou,quando estávamos brincando de "Quem sou eu?"!!!

E ainda tem outras que não me recordo agora. "Fui na feira" foi uma que fracassou... ahahaha!

E tudo acabava em batuque em cima da mesa... Ou só quando o profº chegava na sala.

Nosso tempo anda curto esse ano,mas ainda brincamos de "Quem sou eu NERD" ou alguma coisa,pra descontrair... rárá.

*Canta com rap* "Boi boi boi,boi da cara preta,pega essa menina que tem medo de careta~~"

domingo, 20 de julho de 2008

A turma (501, 601, 701, 801, 1001, 2001, 3001)


Nossa relação com a turma sempre foi estranha. O motivo: nossa extrema presunção. Sempre nos considerávamos as mais inteligentes, as mais educadas, as melhores. Mas nossa presunção surgiu devido às opiniões alheias. Eram os professores dizendo que toda a turma deveria ser como nós, nossos pais dizendo que se orgulhavam do grupo. Tantos elogios fazem mal à mentes imaturas de 12 anos - por tudo isso, a turma muitas vezes nos odiou. As pessoas mais abertas à amizades eram Beu e Tatá: a primeira por não negar amizade a ninguém, a segunda por adorar o convívio social. Allyne sempre falou com todos ,mas não de maneira muito pessoal. Klô e eu sempre fomos fechadíssimas, ela mais que eu. Mesmo sempre estando com as meninas, fiz algumas amizades fora do grupo, como Priscila (a que saiu) e até mesmo Alessandra. Klô não, a sala era muito estranha à ela.


Por muitas vezes, essas diferentes maneiras de convivência com a sala de aula desestabilizaram o grupo: Dade,que sempre andou conosco, resolveu andar com o grupo lá de trás. Até aí tudo bem, mas ela passou a somente falar de besteiras, deixou as notas caírem e mudou até a maneira de se vestir. Saiu do grupo ; Beu tem uma mania horrível de ouvir tudo o que as pessoas dizem à ela, sendo que nem sempre querem ouvi-la. A turma sempre usou-a como ouvinte, o que também fez com que tomássemos antipatia por muitas pessoas. Por muitas vezes, essas mesmas pessoas afastaram-na de nós; Tatá sempre ia para onde Dade fosse. O problema é que ao chegar lá, Dade tomava outro caminho. Thayanne acabava ficando só e tentando voltar ao grupo, que não mais se importava com ela.

O que não agüentamos é quando estamos certas e eles não nos apóiam por pura implicância. É certo que nem sempre estamos com a razão, mas fingimos sempre estar com ela; porém quando estivermos com ela,assumam! Sempre foi isso que nosso grupo fez, mesmo sem ter vontade de assumir quando está errado.


Mesmo com todos esses problemas, há as pessoas que amamos. Emily, Miriã, Pet, Gust e os dois Thiagos são pessoas de quem gostamos muito! Gente que em algum dia, ou nos consolou, ou nos fez rir. Na maioria das vezes, os dois. Thiago vive me dizendo que agimos errado em manter o grupo tão fechado. Me desculpe por discordar, Thiago. Acredito que esse fechamento hermético (Física!) foi o que manteve esse grupo tão unido até hoje. Ficamos longe das intrigas, dos boatos, das saídas, das festas. Se nosso comportamento fosse ruim, não seríamos o único grupo remanescente da longínqua (e saudosa) 5ª série.

Fechem a cápsula!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Música


Estou aqui ouvindo Fogo e Gasolina, da Roberta Sá com Lenine. É uma música que me anima muito, então decidi falar sobre alguns momentos musicais do grupo (acho que é por falta de assunto).


Na 6ª série, eu era uma fã desesperada de Rouge. Era algo fortíssimo, carreguei todas as meninas comigo. Todas, menos Allyne(de influenciável ela tem nada). Eu chorava pelas integrantes! O que mais queria era o CD delas. Era rosa e a capa era toda purpurinada. As letras eram profundíssimas, com trechos do tipo "Eu quero tanto seu beijo molhado,seus lábios de mel que me deixaram louca!". No meu aniversário de 12 anos, ganhei o CD. Quase morri! No dia seguinte, fui à escola e coloquei o CD na frente de Klô. A reação dela foi hilária! Ela gritou "Ai,meu Deus!" e ficou alisando o CD. Como dançamos "Ragatanga" naquele ano!

O Br'OZ, uma boy band que foi formada no mesmo programa que criou o Rouge, também passou por nossas vidas. Não foi uma coisa muito intensa, mas até que era divertido. O que eu não gostava no Br'OZ é que eles desviavam as atenções que antes eram dirigidas ao Rouge!

Klô foi muito fã de um grupo de hip-hop americano chamado B2K. Com esses, nem tento ser imparcial: eram horríveis! Eram uns carinhas que ficavam cantando umas músicas muito sem conteúdo (como Rouge e Br'OZ). O mais engraçado é que ela passou a fazer umas dancinhas e cantar rap! Há pouco tempo,e stávamos fuxicando o Orkut de um amigo dela que tem muítissimas fotos no perfil. Havia uma montagem, com fotos de amigas dele. Estávamos rindo, quando Klô riu de uma garota. Ela olhou bem e disse:

-Ah,meu Deus!Sou eu!

Ela estava em uma pose bem hip-hop (de lado), com um boné torto na cabeça. Até hoje, ela não aceita que seja ela! E eu continuo procurando-a naquela foto!

Nosso grupo também faz músicas. Na verdade, não fazemos - só começamos a cantar coisas estranhas de uma hora para a outra. São músicas de comerciais, programas, novelas e paródias que fazemos. Nosso repertório inclui os sucessos "Lá vem o negão", "Xampu de ovo", "Monique no campinho", "Pode macertar", "Sozinho", "Minha sogra tinha um pintinho", "Andrade é uma pamonha" e outros. Os momentos em que cantamos nossas músicas são muito divertidos: ficamos batucando na sala de aula e cantando altíssimo! O mais engraçado é quando paramos de cantar e só fica Miriã (nossa amiga agregada) cantando! Todos olham para ela, que fica sozinha tentando puxar outra música .Ah,como é doce a maldade adolescente!

Melhor parar por aqui, pois vou acabar enveredando por Beatles e J-Pop! E esses dois tópicos me trazem lembranças aos montes!

Até!

Ps:a foto lá de cima é de Klô e Tatá fazendo o trabalho dos poliedros(2007)